Tenho um feitio do caraças.
Reminiscências, pós, restos e centelhas do meu antigo complexo de inferioridade provocam ainda reações diametralmente opostas à razão. Mas despacharem-me assim na hora da partida de alguém que me era caro e me inicializou em segredos de família faz-me virar fúria cega e, por conseguinte, comportar-me injustamente. A herança de passar do mais velho dos irmãos para o mais velho dos filhos coisas de família que não interessam a ninguém, excepto aos que sabem e, por sua vez, hão-de passar para o seguinte, é ingrata. Fica a sensação de que o "saber" adquirido está mal empregado assim calado e em segredo. O que me reconforta é ter a certeza de este conhecimento enriquecer a tradição e não prejudicar ninguém, apenas resguardar os restantes de interrogações vãs e impertintentes. O que tenho a fazer é manter a calma e pensar bem no que realmente conta, pensar e repensar antes de cuspir quaisquer broncas que acabem por ferir a quem, afinal, amo fraternalmente e que, por quaisquer motivos que agora não entrevejo, me despachou de forma tão brusca mas humanamente tão compreensível e temporalmente relevante; pressões e depressões emotivas suplementares como tristeza, perda irreversível, dor, mágoa, pesar profundo, lágrimas...
Por esta razão publico aqui - zona pública mas oxalá pouco lida e raramente consultada - estes meus pensamentos irreverentes, desrespeitosos, impolidos, rústicos, confiados, incivis, estúpidos, mal-educados, indelicados, desatenciosos, indiscretos, rudes, petulantes, grosseiros, e dignos de ignorar (passe a contrariedade).
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