Angola a crescer...
A decisão da Direcção Provincial da Huíla da Assistência e Reinserção Social em proporcionar meios de subsistência aos que mendigam para comer merece aplausos e deve ser seguida no resto do país.
Na sociedade de consumo em que vivemos, em que o egoísmo nos impede, muitas vezes, de olharmos para a mão estendida que nos suplica pão para matar a fome, nem sequer nos damos conta do drama que é ter de pedir, esmolar, engolir orgulho e lágrimas, quando, afinal, é fácil resolver, pelo menos em parte, o problema dessas pessoas, a quem a vida pregou bassulas.
Os chineses dizem que a quem tem fome, em vez de dar peixe se deve ensinar a pescar. A reportagem, de Domingos Mucuta, que, com o devido relevo, publicámos ontem, prova isso. A representação na Huíla do Ministério da Assistência e Reinserção Social deixou o conforto do gabinete e foi para a rua, onde pessoas, com deficiências físicas, ganhavam a vida a pedir e deu-lhes a possibilidade de frequentarem acções de formação profissional. Numa primeira fase, foram dez, a quem após o curso foi oferecido material para poderem trabalhar, sustentarem-se sem ter que esperar pelo bom-humor alheio, nem enfrentar a indiferença de gente com barriga cheia.
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